
Quando me convocaram para arbitrar dois dias numa prova de águas abertas na paria fluvial da Aldeia do Mato não poderia imaginar o agradável que foi.
Poder levar a kalash connosco e enquanto trabalhava as “meninas” ficavam a curtir a “praia” é bom, mas poder estar naquele lugar e ver as pessoas a olharem para ela não com o habitual receio dela ser da raça que é mas com carinho e admiração por ela ser tão doce e bem comportada é excelente, infelizmente uma sensação muito rara quando ando com ela na rua.
Com o excelente tempo a vontade de um banho era enorme e após a prova nada melhor do que aproveitar os 24ºC(!) da água. Eu e a Carla entramos na água e a kalash apenas no sitio com pé. Com algumas insistências nossas para ela nos acompanhar, ela, enchendo-se de coragem lá se aventurou na água e começou a nadar! Gostou tanto ou tão pouco que no outro dia só fazia puxar pela dona para ir para dentro de água. No Domingo teve lá dentro talvez perto de uma hora!
No jantar de sábado, fomos para uma festa de uma terriola lá perto e quando se pediu sangria… não há! Não há sangria! E vinho, gasosa, canela, açúcar, hortelã e fruta e um sitio para a fazer?
É aqui que uma boa dose de boa disposição e a simpatia do povo simples faz a diferença! A hortelã foi apanhada na altura especialmente para nós e o resto dos ingredientes foram comprados na altura. E como recipiente já veio uma imponente panela! E o chef Salgueiro fez o resto. As 5 panelas de sangria, que colocou 90% da comitiva alcoolicamente muito bem-disposta, foram o mote para uma noite de conversa e bailarico muito agradável. Adorei!
Obrigado a todos os que me acompanharam neste fim-de-semana tão agradável.