29 julho 2008
24 julho 2008
Limpeza étnica by Mario Crespo
Uns pagam balurdios para terem as suas casas a 50Km do local de trabalho (como eu) outros pagam 5 Eur para estarem "dentro" de lisboa e têm certamente muito mais dinheiro e ouro no banco do que eu! E viva os oportunistas da nossa sociedade...
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O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que ululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.
"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte.
A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias.
Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado.
Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros.
A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul.
É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo.
É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades.
O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade.
O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil.
Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.
14 julho 2008
Boa sorte Daisy
Depois de ter o seu fim anunciado algumas vezes, encontrou-se sempre uma outra solução e parece que por milagre a sua nova dona contactou-nos...
Embora ainda corra o risco de ter de ser operada (operação que, se necessária, vamos ter de arranjar dinheiro para tal) o importante é que está com uma familia que a quer ter.
Adeus Daisy, toda a sorte do mundo.
03 julho 2008
IMI congelado
Em primeiro devo saudar o PM porque, "conseguiu" consegelar um imposto sobre um produto que se encontra a desvalorizar, menos do que noutros países é certo mas nota-se e bem principalmente nas pessoas que querem vender casa. O valor do imposto até pode congelar mas como o valor das casas não é actualizado (para baixo) na realidade o imposto continua a aumentar. Eu quero ver como é que como eu vai conseguir pagar o IMI qdo a minha isenção acabar.
O mais cómico disto tudo é que os municipios vêm para os jornais fazer figura de pobrezinhos. Deviam era estar caladinhos porque estão-se a preparar para roubar fortemente todos nós.
02 julho 2008
Daisy

Quando ouvimos nos meios de comunicação social ou através dos inumeros emails com animais que foram abandonados e precisam de um novo dono raramente paramos para pensar no sofrimento daquele animal que não pediu para nascer, que não pediu para não ser educado e muito menos para ser abandonado pela "matilha" que tanto ama.
Esta linda cadela que está na foto foi-me falada com a esperança de ficar lá em casa mas como já tenho a kalash e pelo meu modo de vida ter mais uma cadela seria simplesmente inresponsável, todavia optei por tentar ajudar e disponibilizei-me para ficar com ela durante uma semana com a esperança que ela podesse ir para a casa de uns amigos.
E assim conheci a daisy, não a conheci vendo-a na trela de um amigo ou numa box de um canil mas a viver comigo lá em casa.
Uma cadela ainda mais submissa do que a kalash, muito meiga e desejosa de agradar.
Para os que acompanham regularmente este canto sabem que a Kalash tem imensa educação e lá em casa as lei são bem rigorosas e nunca são quebradas. Para a Kalash é fácil, sempre viveu com elas e para a Daisy?
Para ela foi também relativamente fácil, bastou ralhar com ela 3 vezes para que esta nunca mais subisse para o primeiro andar (isto no primeiro dia lá em casa!)
Percebi claramente que este doce de 40Kg estava habituado a estar numa casa, perfeitamente à vontade dentro de portas sem que houvesse qualquer estrago ou necessidades. A única coisa que reparei foi o facto do seu rabo comprido teimar em bater em todo o lado por onde passa não é a alegria de estar junto a nós (a Kalash tem rabo cortado).
Em termos de obediência obviamente que não tem o nível da minha mas porque nunca foi puxada para isso porque inteligência tem. Em menos de uma hora consegui ensinar-lhe o "senta" e já ficava uns segundos em "fica"!
O passeio também se faz muito bem, para terem a ideia consigo passear as duas com apenas uma mão sem qualquer tipo de problema.
O problema é que depois de conhecer a Daisy recuperada de todos os problemas que tinha quando foi recolhida e com o seu pelo lavado e já brilhante devido a uma boa alimentação, percebo que não posso ficar com ela mas que não a posso deixar morrer nas mãos de uma veterinária que já não pode fazer mais por ela.
Podem morrer dezenas ou centenas de cães por dia e não paramos para pensar mas a Daisy... doi-me o coração só de pensar nisso.
Ela vai estar comigo até sábado e depois vou entrega-la à veterinária na esperança dela já ter alguém que fique com ela.
Faço um apelo a todos os que me lêem, se quiserem ou souberem de alguém que queira ficar com ela para sempre ou apenas por um tempo limitado comentem ou contactem-me.
Esta cadela é claramente uma boa companhia e tem a vantagem de já estar bem ensinada e não ser preciso perder o tempo e a paciência a desfazer os disparates dos cachorros.
Aqui fica o petsite dela
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Acabei de receber um telefonema da veterinária a perguntar-me se eu tinha novidades e que se a entregasse no sábado ela teria de ser posta a dormir pois estamos sem soluções. Eu não deixei mas não posso ficar com ela para sempre...